Sexta-feira, Maio 27, 2005
Cadão Volpato & Trio na Fnac Paulista
Demorei, mas não falhei, só estou postando aqui estas fotos do show do Cadão, que foi muito legal. O lugar para shows na Fnac têm tudo a ver com o repertório e o som da banda, um espaço discreto, mas com o som bacana.
Vou deixar o set list do show, são varias as músicas que estão entre as minhas prediletas, o hit "Carrossel", "O Espinho" (com um clima meio Joy Division), "Pensamentos são Livres" (com uma linha melódica bem Beatles, nesta o Badari caprichou e colocou umas levadas de bateria bem Ringo Starr). enfim, todas grandes canções!!
No dia seguinte, sexta-feira 20.05, viajei para Goiânia para tocar lá no Bananada com o Continental Combo, se pintar algumas fotos coloco por aqui.
set list do show:
1. Carrossel
2. Tenório
3. Até Amanhã
4. Aurora do Samba
5. O espinho
6. Pensamentos são Livres
7. Ela e os Beatles
8. Quem
9. Havaiana
10. Pedindo Amor
bis - Carrossel
um grande abraço pra todos!
sandrogarcia
5/27/2005 11:07:31 PM
Terça-feira, Maio 17, 2005
Notícias
Cá estou eu novamente, correndo contra o tempo para postar as notícias de sempre.
O cdzinho do Continental Combo já esta pronto, foi o que o Léo me comentou no ultimo e-mail que enviou. Que beleza!!!, a Monstro Discos é quem está cuidando deste lançamento, em breve vai pintar informações sobre a banda e do disco no site deles, além de poder compra-lo no site da banda e nas lojas (por exemplo na Sensorial Discos do Carlos).
A Monstro que também é uma produtora de eventos esta organizando a 7ª edição do festival Bananada, e é lá que o Continental lança oficialmente este album, vamos tocar no sábado, dia 21.05, por volta das 22:30 hs. Um site dedicado ao festival pode ser conferido na página de abertura do site da Monstro, neste site você confere quem vai tocar no evento, os preços do ingressos, os horários e etc.
Quinta agora têm o show do Cadão Volpato e Trio, lá na Fnac da Paulista, a apresentação rola por volta das 18:30 hs, já comentei deste disco que foi todo tocado pelo Cadão no post anterior, agora vale conferir como as músicas ficaram com um formato de banda.
Também tenho ensaido com o Akamine (baixo e guitarra) e com o Badari(bateria e glockspiel) para o lançamento do meu cd Demos vol.1, já comentei deste disco varias vezes aqui no blog. Os ensaios estão dando um formato muito legal as músicas, algumas já gravadas pelo Momento 68 e também pelo Continental Combo. Na verdade este album foi compilado a partir de demos que registrei ao longo do tempo no meu estúdio, o Quadrophenia (que alías vai mudar de endereço neste 2º semestre de 2005, com certeza vou avisar a todos), as gravações deste disco foram feitas em vários formatos (porta estúdio K7 e MD, computador, gravadores e etc), acabei escolhendo as faixas dando certa atenção a execução de cada música, mas também não deixando de lado a qualidade de cada registro. No fim ficou um album curioso como o Oswaldo me comentou, "as faixas acabaram se equilibrando entre sí", o que acabou dando uma característica peculiar ao disco.
Quem vai cuidar deste lançamento é o selo do "Gui" o Open Field/Peligro Discos , ele deve estar pronto até a primeira semana de junho, no dia 16.06 vamos fazer um showzinho de lançamento lá no Milo Garage.
Outro disco que estou devendo, é uma compilação do projeto instrumental que tenho com o Badari, chamado "Dellatrons", como duo dividimos vários instrumentos nas gravações, lançamos três titulos, todos em CDR: Dellatrons/2001, Asia Lee/2002 e Gunnar Lou em 2003. Agora estamos escolhendo faixas destes três albuns, que somadas a outras inéditas se transformaram em uma coletânea, estamos também esboçando algumas idéias para a capa, é só aguardar.
Existe um catálogo da Question Mark, na parte de material no site do Continental Combo, lá têm como conferir mais informações sobre estes discos do Dellatrons e outros projetos, este catálogo ainda vai ser reformulado neste ano, para incluir alguns títulos novos. No site do Badari também têm uma seção dedicada ao seus projetos musicais (no personagem que aparece no menu do site clique na nota musical), além do Dellatrons, há informações do Manta, Voluta Glifos, e o mais recente Gunnar Lou.
é isso aí gente, um grande abraço a todos.
sandrogarcia
5/17/2005 09:15:06 PM
Terça-feira, Maio 10, 2005
Cadão Volpato - "Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido".
A mais ou menos um mês atrás, Cadão Volpato, letrista, compositor e cantor do grupo paulistano Fellini, lançou seu primeiro disco solo chamado "Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido".
A história deste disco no qual por acaso estive envolvido, começou por volta de 2003, se não me falha a memória o Cadão, o Jair, o Ricardo (ambos integrantes originais do Fellini) e mais o Roberto Tomé (ex-baterista do The Charts e Revolver) começaram a fazer no Quadrophenia alguns ensaios de um novo projeto musical que batizaram de "O Baile Punk", a banda formou um repertório bem bacana, e como sempre curtí o som do Fellini, quando pintava uma oportunidade ficava na técnica do estúdio e ouvia o ensaio. Mais tarde eles chegaram a gravar no estúdio um single, mas infelizmente a banda se desfez logo depois.
O Cadão voltou até o estúdio com a idéia de registrar de forma bem simples e despretensiosa um repertório solo, diferente da maneira que o Fellini trabalhava, onde ele cuidava mais das letras e voz, nesta gravação ele tocaria todos intrumentos, lembro que ele me comentou do disco "Chelsea Girl" da Nico de 66, como referência, ele queria algo bem próximo de como a música havia surgido, uma gravação que mantivesse o espírito da canção, com guitarra e voz.
As gravações começaram por volta 2003 e terminaram em 2004, o Cadão curtiu muito e eu ídem, mesmo depois de uma sessão de gravação eu colocava as músicas para ouvir no estúdio, e ficava curtindo os hits: Carrosel, O espinho, Aurora do samba, entre outras. As letras do Cadão são sempre bem sacadas e nas músicas são complementadas pela sua maneira peculiar de tocar guitarra cheia de acordes dissonantes, prevalecendo a sua inspiração e criatividade, o que para mim é sempre o ponto alto de um verdadeiro músico.
Depois com a gravação na mão conversamos um pouco e ele ficou super entusiasmado pois me falou que o Maurício Bussab dono da gravadora Outros Discos estava interessado e lançar o repertório, os arquivos foram levados para o estúdio Del Bojo e lá o Maurício realizou uma segunda etapa de mixagem e produção da faixas, além de gravar outras novas, um trabalho crucial, que valorizou aqueles registros feitos de forma simples no Quadrophenia.
Depois do show de lançamento do disco, que aconteceu na livraria "Casa do Saber' em março, onde ele tocou as músicas do album auxíliado pela guitarra do amigo Jair Marcos, surgiu mais uma vez uma oportunidade de colaborar com este seu projeto solo e ele acabou chamando para formar definitivamente uma banda de apoio o Marcelo Badari para a bateria e eu para o contra-baixo. O Cadão me comentou que para tocar em alguns lugares seria necessário uma formação onde o som tivesse mais peso e presença e este formato com duas guitarras, baixo e bateria seria o ideal.
Curtí demais a idéia, além de tocar um instrumento que eu adoro, Cadão e Jair (no Fellini) são verdadeiros desbravadores da cena independente musical. ah! além de serem fãs dos Stranglers, e molé ou não é!!!????
Pocket-Show de lançamento do disco solo do Cadão Volpato.
"Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido"
Dia 19.05.05 as 18:30 hs na FNAC Paulista - entrada gratuita
Cadão: voz e guitarra
Jair: voz e guitarra
Sandro: contra-baixo
Badari: bateria e glockspiel
um abração a todos.
sandrogarcia
5/10/2005 02:47:28 AM
Quarta-feira, Maio 04, 2005
The Kinks, o super grupo inglês!
É estranho quando a gente desperta novamente para o som de uma banda que gostamos muito, mas que por algum motivo os discos estavam parados na estante esperando para algum dia serem tocados de novo. Estou até escrevendo como se ouvisse os Kinks a pelo menos trinta anos, mas por mais estranho que seja é sempre esta a sensação que tenho quando coloco algum disco da banda pra tocar.
O motivo para ouvir os Kinks e também falar deles, surgiu recentemente, ensaiando com o Akamine para aquele show do meu cd Demos, ficamos esboçando algumas músicas, covers que poderíamos incluir no repertório do show, o Oswaldo puxou entre outras "Picture Book", faixa do disco "Are Village Green Preservation Society" de 68, tocando a música com ele, despertei novamente para a o som dos ingleses, depois fui ouvir o disco para tirar os detalhes da música, e acabei pegando outros albuns para ouvir.
Embora ouça a banda a alguns anos, sou um fã que pisou na bola, por conta da minha ignorância no inglês nunca dei muita atenção as letras do Ray Davies, algo muito importante nas composições da banda, suas letras são sempre elogiadas e comentadas por todos que se dão ao trabalho de ouvir e acompanhar com mais atenção.
Acabei ficando no som mesmo, durante um período cheguei a ser meio "Kinkmaníaco" , alías, nem é a intenção deste post explicar a trajetória da banda, que tem uma discografia imensa, eles lançaram muitos discos, de 64 até hoje, as vezes dois por ano.
Meu contato com o som do grupo aconteceu ainda na metade da década de oitenta, quando eu trabalhava de "office boy" em uma corretora de valores na R. Libero Badaró, no centro da cidade, sempre que pintava um tempo ou as vezes na hora do almoço, eu ia até uma loja de discos que ficava na Praça do Patriarca nº 78, 3º andar sala 38, (estas informações estão carimbadas dentro dos discos que comprei lá) chamada Quadrophenia Discos. O dono da loja, o William, um cara bem gente fina e mais velho que eu, percebeu meu interesse por grupos dos sixties e me mostrou vários discos legais, mas principalmente os Kinks, com ele comprei discos de todas as fases da banda, mas principalmente dos anos setenta, discos como o fantástico "Sleepwalker" de 77, para mim tão bom quanto os clássicos albuns do grupo nos anos sessenta.
O album "Sleepwalker" traz um The Kinks muito inspirado novamante, é o primeiro disco da banda por uma gravadora menor chamada Arista, que lançou discos deles até 84 (Word of Mouth), os primeiros discos do grupo foram lançados pela Pye Records, depois do disco "Lola Versus Powerman and the Moneygoround" de 70, os Kinks se mudaram para a RCA, onde lançaram por volta de seis discos, o album "Preservation Act 1" /73, têm (para mim), uma das mais belas músicas da banda chamada "Sweet Lady Genevieve".
Os Kinks começaram em 64, adicionando ao Rhythm and Blues, guitarras com acordes potentes e distorcidos, (algo como proto-punk ou proto-metal), foi com esta sonoridade peculiar que a banda conquistou seu espaço, e foi adotada pelos Mods, durante este período inicial a fórmula de compor se estendeu por muitas músicas do repertório da banda, faixas como "You Really Got Me", "All Day and All of the Night", "Till the End of the Day", "Set me Free", entre outras, mostram uma semelhança na sequência de acordes.
O album "Something Else" de 67, é e sempre vai ser o meu preferido deles, é nele que estão as clássicas faixas "David Watts", "Death of Clown" e "Waterloo Sunset" (só pra citar algumas), este é o típico disco da banda que me remete ao passado, me lembro que eu o ouvia em um ambiente muito familiar, com a minha mãe passando roupa e meu pai lendo um jornal, ficava eu lá no canto da sala viajando no clima inglês das músicas do disco, é mole!!!!
No "The Charts"(banda que toquei baixo entre 90 e 99) sempre colocavamos músicas dos Kinks no "set list" dos shows, duas faixas que tocavamos com frequência eram 'I need you"(lado B de um single de 65) e "Cadillac", esta do primeiro album da banda. Tenho uma fitinha K7, (que o amigo Flávio Tsutsumi passou para cd) de um programa especial do The Kinks, transmitido pela Brasil 2000 FM, não me lembro quando foi, mas sei que faz tempo pra caramba.
Em 1995, a revista "Q"(se não estou enganado?) deu de brinde em uma de suas edições um k7, entre as faixas desta fita, Damon Albarn do Blur dividiu os vocais com Ray Davies na música "Waterloo Sunset", encontros como este só deixaram mais claro a influência do som dos Kinks em quase todas as bandas do chamado "BritPop". Em 98 Ray gravou o programa de TV Storyteller que se transformou em cd (o André da loja Velvet acabou me gravando este programa em VHS).
Em janeiro do ano passado Ray Davies estava em New Orleans, quando foi tentar defender sua namorada de um assalto e acabou levando um tiro na perna. Em setembro também do ano passado a revista inglesa "Uncut" publicou uma super matéria da banda, a Consuelo não resistiu e sofrendo de uma incontrolável admiração pelo grupo, acabou gastando uma grana com a revista, mas acabou compensando, pois a matéria é muito legal.
Agora é torcer para que Ray não saia por aí correndo atrás de bandidos armados, pensando que é o mesmo garoto de "You Really Got Me", pois desse jeito, as novidades que vamos ter dele não vão ser músicais.
Vou deixar aqui listado minhas seis músicas prediletas (sem ordem de preferência) e a discografia da banda: site The Kinks
1. Fancy (Face to Face/66)
2. David Watts (Something Else/67)
3. Village Green Preservation Society (Village Green Preservation Society/68)
4. Yes Sir, No Sir (Arthur or The Decline and Fall of The British Empire/69)
5. Sweet Lady Genevieve (Preservation Act 1¿/73)
6. Sleepwalker (Sleepwalker/77)
Discografia:
Albums
The Kinks (Released in the US as You Really Got Me), 2 October 1964
Kinda Kinks - 5 March 1965
The Kinks Kontroversy - 26 November 1965
Face to Face - 28 October 1966
Something Else By The Kinks - 15 September 1967
Live at Kelvin Hall, 12 Jan 1968
The Kinks Are the Village Green Preservation Society - 22 November 1968
Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire) - 10 October 1969
Lola versus Powerman and the Moneygoround, Part One - 27 November 1970
The Kink Kronikles 1971
Muswell Hillbillies - 24 November 1971
Everybody¿s in Show-Biz, 1972
Preservation Act 1, 1973
Preservation Act 2, 1974
Soap Opera, 1975
Schoolboys in Disgrace, 1975
Sleepwalker - February 1977
Misfits - May 1978
Low Budget - July 1979
One for the Road, 1980
Give the People What They Want - August 1981
State of Confusion - May 1983
Word of Mouth - November 1984
Think Visual - 1986
UK Jive, 1989
Live: The Road, 1987
Lost & Found (1986-1989) (1991)
Phobia - 18 March 1993
To the Bone, 1994 (UK), 1996 (US)
sandrogarcia
5/4/2005 01:44:13 AM
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