Quinta-feira, Novembro 25, 2004
Domingão dia 28.11 têm show do Continental Combo, na Fun House (r. Bela Cintra, 567)
Depois ter gravado "Pare de Sonhar com Estrelas Distantes"
do Ronnie Von, (Alias esta gravação pintou por incentivo do amigo Tiago (de Alvorada/RS) Valeu !!!!) resolvemos incluí-la no repertório ao vivo. A versão já circula pela Internet, o Carlos (baixista da banda) disponibilizou o arquivo no SoulSeek (user:charliejjparker).
Diferente da original, mais "derretida" e lenta, a versão do Continental se aproximou da psicodelia do Status Quo em 68, de faixas como "Ice in the Sun" e Pictures of Matchstick Men"
Vale lembrar a letra (na minha visão particular), onde imaginei um paralelo com a faixa dos Byrds,"So want to be a rock"n"roll star". Acho que "Pare de sonhar..." é um toque para aqueles que adoram sonhar com estrelas distantes.
Esta música com certeza vai estar no repertório do show, além de resgatarmos "Abre, sou eu" (cover do Beat Boys, difícil de ser deixado de lado).
O set list conta também com as novas: "Revolução em G menor" e "Meridiano Setentrional", entre outras que o Continental vem tocando, como "Turn on ,Tune in, Drop Out" e "Homem Retalho".
Valeu, um abração
sandro
sandrogarcia
11/25/2004 05:46:09 PM
Recém inaugurado eu não podia deixar de postar neste blog estas tirinhas que o Marcelo Badari acaba de fazer.
Em uma delas, eu a Consuelo somos barrados na entrada do Banco.
Na outra faço uma visita ao Fabio Golfetti, que mora em uma espécie de casa "high-tech zen".
Valeu Badari, ficaram demais!!!!
Confiram o vasto material que o Marcelo produz visitando o site: http://www.badari.kit.net

sandrogarcia
11/25/2004 05:36:55 PM
Quarta-feira, Novembro 24, 2004
Acabo de organizar o catálogo da Question Mark, que serve para distribuir cds, cdrs e vcds,
ele pode ser conferido no site do Continental Combo (www.continentalcombo.kit.net na sessão "material")
ou catálogo impresso que envio pelo correio ou ainda distribuido na Sensorial Discos (tel.: 3333-1914).
o cdzinho abaixo e um dos títulos que fazem parte do catálogo.
fruto de gravações esporadicas que realizei no quadrophenia, este cd traz varias faixas inéditas e demos de musicas gravadas pelo Charts ,
Momento 68 e também pelo Continental Combo.
segue uma lista do repertório:
1. enigma central park
2. jazzy-man metrópole
3. o homem retalho
4. ruas e parques
5. étre le joeut
6. onze da tarde
7. tempos de glaciação
8. pedras, flores, solidão
9. aretha, aretha
10. solar
11. nova manhã
12. no céu, no chão
13. happy blues
14. outra cidade
15. paisley tunics
16. quarto andar
abraços
sandrogarcia
11/24/2004 01:19:08 AM
segue uma entrevista que fiz com o Fábio Golfetti (Violeta de Outono), e que já havia sido publicada
no zine Cena Rock do André Girardi.
abraços
Esta é a segunda entrevista que tenho a oportunidade de fazer com o guitarrista e compositor Fábio Golfetti.
Na primeira, o assunto foi a Voice Print, gravadora inglesa da qual Fábio é representante no Brasil, e hoje possui verdadeiras pérolas sonoras em seu catálogo.
O motivo para esta segunda entrevista, é a estréia na Web do seu selo Invisível, que começou no final dos anos 80, a partir da idéia de organizar e divulgar o material do Violeta e outras gravações
para os fãs.
Agora a Invísivel surge na internet atualizada e com muitos títulos que Fábio resgatou de seus arquivos pessoais, raridades que ele próprio cuidou de masterizar e idealizar as capas para um novo formato, em Cd.
É um trabalho que apresenta anos de muita produção musical. São títulos que como ele comenta, não fosse através desta iniciativa, nunca viriam à luz do dia.
O importante, enfatiza Fábio, não é a quantidade vendida mas o prazer em olhar para traz e ver que nada foi feito em vão.
Através da Invísivel e também da discografia do Violeta, fica evidente o esforço de sempre estar produzindo, sem se preocupar com a grande industria do disco.
É isso que vale apena. Fábio vem durante todos estes anos descobrindo meios para fazer valer somente a boa música.
1. Fábio, fale um pouco do início da Invisível, e quais foram os primeiros títulos distribuídos sob o nome do selo?
O selo Invisível começou por volta de 1988. Durante a gravação do álbum ¿Em Toda Parte¿ surgiu a idéia de se criar um network para mantermos contato comos fans da banda, pois na ocasião já estava havendo um declínio em relação a casas de shows, rádio e divulgação pela imprensa como os principais jornais
e revistas. A primeira atitude foi de colocar um endereço de contato na capa
do LP. O resultado foi uma incrível quantidade respeitável de cartas de várias
partes do país. A primeira resposta foi uma Newsletter impressa em xerox numa
folha de sulfite que contava resumidamente as atividades do Violeta de
Outono, seus integrantes e outros projetos de músicos amigos. Baseado numa
árvore genealógica do inglês Pete Frame, começamos desenhar o relacionamento
de vários músicos e amigos que deram origem a várias bandas entre elas,
Dialect, Nau, Luni e resolvemos editar algumas gravações do nosso arquivo
que haviam sido feitas ao longo da nossa carreira desde antes do Violeta de
Outono, como por exemplo o grupo Lux de 1980, o Ultimato (1983 pré-Zero),
além da 1a. demo do Violeta de Outono que foi divulgada nas rádios. No
início estas gravações foram editadas em fitas cassete e eram
comercializadas através do correio. Paralelamente estávamos lançando um
cassete pela gravadora Wop Bop e então incluímos o primeiro título 'oficial'
da Invisivel, o flexi-disc 'Ópera Invisível - Versão Tropical', que vinha
como um bônus da fita cassete 'The Early Years'.
Durante este período, a Invisível acabou se transformando no veículo de divulgação mais eficiente
para o Violeta de Outono e também para a Invisible Opera Co. Of Tibet projeto do Daevid Allen do Gong
que tinha sua base aqui nos trópicos com nosso trabalho. Entre 1990-1994 o
Violeta de Outono esteve afastado dos palcos e a produção da Invisível se
focou no lançamento de vários títulos da Invisible Opera Co of Tibet, entre
eles o The Eternal Voice, Cosmic Dance Co. e o Landing on Takaroa e o
principal álbum Glissando Spirit.
Com a volta do Violeta de Outono aos palcos em 1993-94 incluímos vários títulos da
banda entre gravações de shows importantes, faixas que ficaram fora do repertório,
versões alternativas e sobras de estúdio.
>
> 2. Quantos títulos no total estão hoje no catálogo da Invisível?
Atualmente estão no site 17 títulos e temos a programação de incluir mais 20
até o final deste ano entre gravações antigas recuperadas, e talvez títulos
novos inéditos, como o novo Fabio Golfetti & Invisible Opera Co - Eastside e
o Violeta de Outono - Mulher Na Montanha ao Vivo SESC 1995
> 3. Você poderia destacar alguma curiosidade entre os cd¿s lançados e os
> futuros lançamentos, uma raridade em especial, algo que os fãs do
> Violeta de Outono e também dos seus trabalhos vão querer conhecer?
Todos os títulos são justificáveis para colecionadores e seguidores da banda
pois você pode visualizar a trajetória e desenvolvimento de idéias/conceitos
musicais que carregamos desde a adolescência. Algumas músicas se repetem nos
vários CDs, algumas com diferença de 10 anos como por exemplo a faixa Mirage
que foi composta em 1983 no Ultimato e foi recriada em 1993 no Invisible Opera
Co. - Glissando Spirit.
>
> 4. Você têm algum critério na escolha dos títulos para incluí-los no
> catálogo?
Alguns critérios são levados em conta, com o Violeta de Outono por exemplo, o
critério é uma boa gravação, ou boa performance ou registro único, com o
Invisible Opera Co of Tibet tudo é registrado pois as aparições são
escassas. Com relação aos outros artistas presentes no selo, o criterio é
ter algum vínculo com estas 2 bandas, ou a banda é de ex-integrante desta
'família', ou alguma gravação onde haja a participação de algum destes
músicos, e assim vai....Os principais músicos envolvidos são: Fabio
Golfetti, Nelson Coelho, Angelo Pastorello, Claudio Souza, Naide Patapas,
Fabio Ribeiro, Ivan Rocha, Renato Mello, Zico, Alberto Birger, Adalberto
'Betão' Baggio, Gilles Eduar, Mauro Sanches, Guilherme Isnard, Mitar
Subotic, May East, Fernando Alge, Arthur Greig, Claudio Fontes, Gregor
Izidro, Sandro Garcia, Jorge Poulsen, RH Jackson, Leo Loebenberg, Scott,
andrei Ivanovic, Miguel Angel.
> 5.Comente algo que deseja acrescentar sobre o trabalho do selo?
Este selo neste momento, e acho que sempre, será algo paralelo ao
mainstream, apenas foi uma forma de organizar uma produção musical prolixa
de vários músicos ao longo destes anos que jamais viria à luz do dia senão
desta forma. Não nos interessa saber se vamos vender quantidades, mas sim o
prazer em olhar para traz e ver que valeu a pena, nada foi em vão e que o
futuro é agora.
> 6. Para finalizar, fale sobre como as pessoas podem adquirir estes
> lançamentos?
Apenas através do site:
http://www.invisivel.com.br
sandrogarcia
11/24/2004 01:15:10 AM
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