Quinta-feira, Junho 23, 2005
Olá Pessoal tudo bem?

Este foi o meu último post neste endereço, como o Badari falou o blogger no "KitNet" está meio apertado, então estou de Blog novo, o endereço é:
http://sandrogarcia.zip.net

Estou tentando transferir tudo para lá,
Abraços para todos,valeu!!!

sandrogarcia
6/23/2005 12:38:56 PM

Quinta-feira, Junho 16, 2005
Enigma Central Park


Ficamos um tempo sem a internet, por conta da mudança, agora estamos com o Speed (um mais em conta), pois na casa antiga foram alguns anos de internet discada, Argh!!! Porém agora não estou conseguindo atualizar o meu blog com facilidade. Mesmo assim não quis deixar em branco, e resolvi colocar um toque do lançamento oficial do meu cd que foi batizado de "Enigma Central Park" (demos vol.1) e que já esta disponível para venda no site da Peligro. Hoje (dia 16.06 às 22:00 hs) vai acontecer o show de lançamento lá no Milo, tocaremos em formato de trio, com o Badari(também Dellatrons e Gunnar Lou) na bateria e glockspiel, o Oswaldo Akamine (que tocou no Ultimates, Movers e Motax) na voz, guitarra e baixo e eu no violão e voz.
Também está disponível no site da Trama Virtual uma matéria falando deste disco. Acessem e confiram o artigo feito pelo Leandro Carbonato.

sandrogarcia
6/16/2005 01:36:39 AM

Quem é vivo sempre aparece!!


(duas vistas da casa nova)
Pois é, aqui estou novamente, e agora o que comentar??? Bom a mudança de endereço e o fechamento do estúdio Quadrophenia já aconteceu, estamos agora (a Aretha, a Consuelo e eu) na mesma Rua Clélia, porém um pouco mais próximo do Sesc, mais precisamente na Praça Cornélia).
Provisoriamente estou sem estúdio e sala para gravação, mas vou improvisar com alguns trabalhos de master que podem ser feitos sem muito barulho dentro de um quarto de apartamento. Logo, logo estarei atrás de uma nova sala para o estúdio.
um grande abraço a todos.

sandrogarcia
6/16/2005 01:35:12 AM

O álbum Continental Combo e o Bananada 2005


Quando postei algo sobre o show do Cadão na Fnac, o amigo Leonardo comentou sobre colocar por aqui algum comentário do show do Continental no Bananada 2005, que aliás foi muito legal. Estávamos contentes em saber que o álbum da banda estaria disponível por lá na semana do festival. Foi muito feliz a oportunidade de lançá-lo com um show bacana, e de verdade, foi um dos melhores até agora. Fizemos o nosso som, levamos um pouco do folk rock para o festival. Para nós o importante foi respeitar o público e também observar que a moçada estava prestando atenção no show, foi muito legal mesmo!! valeu a todos da Monstro. (Quando pintar umas fotos vou postar por aqui)
O álbum do Continental está desde então sendo vendido no site da Monstro Discos e da banda, e também em lojas de SP, como a Sensorial Discos e a fnac.

Show de lançamento do disco do Continental Combo.
Dia 08.07.05 (sexta-feira) na Fnac da Av. Paulista, pontualmente às 19:00hs (entrada gratuita)

sandrogarcia
6/16/2005 01:32:40 AM

Sexta-feira, Maio 27, 2005
Cadão Volpato & Trio na Fnac Paulista


Demorei, mas não falhei, só estou postando aqui estas fotos do show do Cadão, que foi muito legal. O lugar para shows na Fnac têm tudo a ver com o repertório e o som da banda, um espaço discreto, mas com o som bacana.
Vou deixar o set list do show, são varias as músicas que estão entre as minhas prediletas, o hit "Carrossel", "O Espinho" (com um clima meio Joy Division), "Pensamentos são Livres" (com uma linha melódica bem Beatles, nesta o Badari caprichou e colocou umas levadas de bateria bem Ringo Starr). enfim, todas grandes canções!!
No dia seguinte, sexta-feira 20.05, viajei para Goiânia para tocar lá no Bananada com o Continental Combo, se pintar algumas fotos coloco por aqui.

set list do show:
1. Carrossel
2. Tenório
3. Até Amanhã
4. Aurora do Samba
5. O espinho
6. Pensamentos são Livres
7. Ela e os Beatles
8. Quem
9. Havaiana
10. Pedindo Amor
bis - Carrossel

um grande abraço pra todos!

sandrogarcia
5/27/2005 11:07:31 PM

Terça-feira, Maio 17, 2005
Notícias


Cá estou eu novamente, correndo contra o tempo para postar as notícias de sempre.

O cdzinho do Continental Combo já esta pronto, foi o que o Léo me comentou no ultimo e-mail que enviou. Que beleza!!!, a Monstro Discos é quem está cuidando deste lançamento, em breve vai pintar informações sobre a banda e do disco no site deles, além de poder compra-lo no site da banda e nas lojas (por exemplo na Sensorial Discos do Carlos).

A Monstro que também é uma produtora de eventos esta organizando a 7ª edição do festival Bananada, e é lá que o Continental lança oficialmente este album, vamos tocar no sábado, dia 21.05, por volta das 22:30 hs. Um site dedicado ao festival pode ser conferido na página de abertura do site da Monstro, neste site você confere quem vai tocar no evento, os preços do ingressos, os horários e etc.

Quinta agora têm o show do Cadão Volpato e Trio, lá na Fnac da Paulista, a apresentação rola por volta das 18:30 hs, já comentei deste disco que foi todo tocado pelo Cadão no post anterior, agora vale conferir como as músicas ficaram com um formato de banda.

Também tenho ensaido com o Akamine (baixo e guitarra) e com o Badari(bateria e glockspiel) para o lançamento do meu cd Demos vol.1, já comentei deste disco varias vezes aqui no blog. Os ensaios estão dando um formato muito legal as músicas, algumas já gravadas pelo Momento 68 e também pelo Continental Combo. Na verdade este album foi compilado a partir de demos que registrei ao longo do tempo no meu estúdio, o Quadrophenia (que alías vai mudar de endereço neste 2º semestre de 2005, com certeza vou avisar a todos), as gravações deste disco foram feitas em vários formatos (porta estúdio K7 e MD, computador, gravadores e etc), acabei escolhendo as faixas dando certa atenção a execução de cada música, mas também não deixando de lado a qualidade de cada registro. No fim ficou um album curioso como o Oswaldo me comentou, "as faixas acabaram se equilibrando entre sí", o que acabou dando uma característica peculiar ao disco.
Quem vai cuidar deste lançamento é o selo do "Gui" o Open Field/Peligro Discos , ele deve estar pronto até a primeira semana de junho, no dia 16.06 vamos fazer um showzinho de lançamento lá no Milo Garage.

Outro disco que estou devendo, é uma compilação do projeto instrumental que tenho com o Badari, chamado "Dellatrons", como duo dividimos vários instrumentos nas gravações, lançamos três titulos, todos em CDR: Dellatrons/2001, Asia Lee/2002 e Gunnar Lou em 2003. Agora estamos escolhendo faixas destes três albuns, que somadas a outras inéditas se transformaram em uma coletânea, estamos também esboçando algumas idéias para a capa, é só aguardar.

Existe um catálogo da Question Mark, na parte de material no site do Continental Combo, lá têm como conferir mais informações sobre estes discos do Dellatrons e outros projetos, este catálogo ainda vai ser reformulado neste ano, para incluir alguns títulos novos. No site do Badari também têm uma seção dedicada ao seus projetos musicais (no personagem que aparece no menu do site clique na nota musical), além do Dellatrons, há informações do Manta, Voluta Glifos, e o mais recente Gunnar Lou.

é isso aí gente, um grande abraço a todos.


sandrogarcia
5/17/2005 09:15:06 PM

Terça-feira, Maio 10, 2005
Cadão Volpato - "Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido".


A mais ou menos um mês atrás, Cadão Volpato, letrista, compositor e cantor do grupo paulistano Fellini, lançou seu primeiro disco solo chamado "Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido".

A história deste disco no qual por acaso estive envolvido, começou por volta de 2003, se não me falha a memória o Cadão, o Jair, o Ricardo (ambos integrantes originais do Fellini) e mais o Roberto Tomé (ex-baterista do The Charts e Revolver) começaram a fazer no Quadrophenia alguns ensaios de um novo projeto musical que batizaram de "O Baile Punk", a banda formou um repertório bem bacana, e como sempre curtí o som do Fellini, quando pintava uma oportunidade ficava na técnica do estúdio e ouvia o ensaio. Mais tarde eles chegaram a gravar no estúdio um single, mas infelizmente a banda se desfez logo depois.

O Cadão voltou até o estúdio com a idéia de registrar de forma bem simples e despretensiosa um repertório solo, diferente da maneira que o Fellini trabalhava, onde ele cuidava mais das letras e voz, nesta gravação ele tocaria todos intrumentos, lembro que ele me comentou do disco "Chelsea Girl" da Nico de 66, como referência, ele queria algo bem próximo de como a música havia surgido, uma gravação que mantivesse o espírito da canção, com guitarra e voz.

As gravações começaram por volta 2003 e terminaram em 2004, o Cadão curtiu muito e eu ídem, mesmo depois de uma sessão de gravação eu colocava as músicas para ouvir no estúdio, e ficava curtindo os hits: Carrosel, O espinho, Aurora do samba, entre outras. As letras do Cadão são sempre bem sacadas e nas músicas são complementadas pela sua maneira peculiar de tocar guitarra cheia de acordes dissonantes, prevalecendo a sua inspiração e criatividade, o que para mim é sempre o ponto alto de um verdadeiro músico.

Depois com a gravação na mão conversamos um pouco e ele ficou super entusiasmado pois me falou que o Maurício Bussab dono da gravadora Outros Discos estava interessado e lançar o repertório, os arquivos foram levados para o estúdio Del Bojo e lá o Maurício realizou uma segunda etapa de mixagem e produção da faixas, além de gravar outras novas, um trabalho crucial, que valorizou aqueles registros feitos de forma simples no Quadrophenia.

Depois do show de lançamento do disco, que aconteceu na livraria "Casa do Saber' em março, onde ele tocou as músicas do album auxíliado pela guitarra do amigo Jair Marcos, surgiu mais uma vez uma oportunidade de colaborar com este seu projeto solo e ele acabou chamando para formar definitivamente uma banda de apoio o Marcelo Badari para a bateria e eu para o contra-baixo. O Cadão me comentou que para tocar em alguns lugares seria necessário uma formação onde o som tivesse mais peso e presença e este formato com duas guitarras, baixo e bateria seria o ideal.
Curtí demais a idéia, além de tocar um instrumento que eu adoro, Cadão e Jair (no Fellini) são verdadeiros desbravadores da cena independente musical. ah! além de serem fãs dos Stranglers, e molé ou não é!!!????

Pocket-Show de lançamento do disco solo do Cadão Volpato.
"Tudo que eu quero dizer tem que ser no ouvido"

Dia 19.05.05 as 18:30 hs na FNAC Paulista - entrada gratuita

Cadão: voz e guitarra
Jair: voz e guitarra
Sandro: contra-baixo
Badari: bateria e glockspiel

um abração a todos.

sandrogarcia
5/10/2005 02:47:28 AM

Quarta-feira, Maio 04, 2005
The Kinks, o super grupo inglês!


É estranho quando a gente desperta novamente para o som de uma banda que gostamos muito, mas que por algum motivo os discos estavam parados na estante esperando para algum dia serem tocados de novo. Estou até escrevendo como se ouvisse os Kinks a pelo menos trinta anos, mas por mais estranho que seja é sempre esta a sensação que tenho quando coloco algum disco da banda pra tocar.

O motivo para ouvir os Kinks e também falar deles, surgiu recentemente, ensaiando com o Akamine para aquele show do meu cd Demos, ficamos esboçando algumas músicas, covers que poderíamos incluir no repertório do show, o Oswaldo puxou entre outras "Picture Book", faixa do disco "Are Village Green Preservation Society" de 68, tocando a música com ele, despertei novamente para a o som dos ingleses, depois fui ouvir o disco para tirar os detalhes da música, e acabei pegando outros albuns para ouvir.

Embora ouça a banda a alguns anos, sou um fã que pisou na bola, por conta da minha ignorância no inglês nunca dei muita atenção as letras do Ray Davies, algo muito importante nas composições da banda, suas letras são sempre elogiadas e comentadas por todos que se dão ao trabalho de ouvir e acompanhar com mais atenção.

Acabei ficando no som mesmo, durante um período cheguei a ser meio "Kinkmaníaco" , alías, nem é a intenção deste post explicar a trajetória da banda, que tem uma discografia imensa, eles lançaram muitos discos, de 64 até hoje, as vezes dois por ano.

Meu contato com o som do grupo aconteceu ainda na metade da década de oitenta, quando eu trabalhava de "office boy" em uma corretora de valores na R. Libero Badaró, no centro da cidade, sempre que pintava um tempo ou as vezes na hora do almoço, eu ia até uma loja de discos que ficava na Praça do Patriarca nº 78, 3º andar sala 38, (estas informações estão carimbadas dentro dos discos que comprei lá) chamada Quadrophenia Discos. O dono da loja, o William, um cara bem gente fina e mais velho que eu, percebeu meu interesse por grupos dos sixties e me mostrou vários discos legais, mas principalmente os Kinks, com ele comprei discos de todas as fases da banda, mas principalmente dos anos setenta, discos como o fantástico "Sleepwalker" de 77, para mim tão bom quanto os clássicos albuns do grupo nos anos sessenta.

O album "Sleepwalker" traz um The Kinks muito inspirado novamante, é o primeiro disco da banda por uma gravadora menor chamada Arista, que lançou discos deles até 84 (Word of Mouth), os primeiros discos do grupo foram lançados pela Pye Records, depois do disco "Lola Versus Powerman and the Moneygoround" de 70, os Kinks se mudaram para a RCA, onde lançaram por volta de seis discos, o album "Preservation Act 1" /73, têm (para mim), uma das mais belas músicas da banda chamada "Sweet Lady Genevieve".

Os Kinks começaram em 64, adicionando ao Rhythm and Blues, guitarras com acordes potentes e distorcidos, (algo como proto-punk ou proto-metal), foi com esta sonoridade peculiar que a banda conquistou seu espaço, e foi adotada pelos Mods, durante este período inicial a fórmula de compor se estendeu por muitas músicas do repertório da banda, faixas como "You Really Got Me", "All Day and All of the Night", "Till the End of the Day", "Set me Free", entre outras, mostram uma semelhança na sequência de acordes.

O album "Something Else" de 67, é e sempre vai ser o meu preferido deles, é nele que estão as clássicas faixas "David Watts", "Death of Clown" e "Waterloo Sunset" (só pra citar algumas), este é o típico disco da banda que me remete ao passado, me lembro que eu o ouvia em um ambiente muito familiar, com a minha mãe passando roupa e meu pai lendo um jornal, ficava eu lá no canto da sala viajando no clima inglês das músicas do disco, é mole!!!!

No "The Charts"(banda que toquei baixo entre 90 e 99) sempre colocavamos músicas dos Kinks no "set list" dos shows, duas faixas que tocavamos com frequência eram 'I need you"(lado B de um single de 65) e "Cadillac", esta do primeiro album da banda. Tenho uma fitinha K7, (que o amigo Flávio Tsutsumi passou para cd) de um programa especial do The Kinks, transmitido pela Brasil 2000 FM, não me lembro quando foi, mas sei que faz tempo pra caramba.

Em 1995, a revista "Q"(se não estou enganado?) deu de brinde em uma de suas edições um k7, entre as faixas desta fita, Damon Albarn do Blur dividiu os vocais com Ray Davies na música "Waterloo Sunset", encontros como este só deixaram mais claro a influência do som dos Kinks em quase todas as bandas do chamado "BritPop". Em 98 Ray gravou o programa de TV Storyteller que se transformou em cd (o André da loja Velvet acabou me gravando este programa em VHS).
Em janeiro do ano passado Ray Davies estava em New Orleans, quando foi tentar defender sua namorada de um assalto e acabou levando um tiro na perna. Em setembro também do ano passado a revista inglesa "Uncut" publicou uma super matéria da banda, a Consuelo não resistiu e sofrendo de uma incontrolável admiração pelo grupo, acabou gastando uma grana com a revista, mas acabou compensando, pois a matéria é muito legal.

Agora é torcer para que Ray não saia por aí correndo atrás de bandidos armados, pensando que é o mesmo garoto de "You Really Got Me", pois desse jeito, as novidades que vamos ter dele não vão ser músicais.

Vou deixar aqui listado minhas seis músicas prediletas (sem ordem de preferência) e a discografia da banda: site The Kinks


1. Fancy (Face to Face/66)
2. David Watts (Something Else/67)
3. Village Green Preservation Society (Village Green Preservation Society/68)
4. Yes Sir, No Sir (Arthur or The Decline and Fall of The British Empire/69)
5. Sweet Lady Genevieve (Preservation Act 1¿/73)
6. Sleepwalker (Sleepwalker/77)

Discografia:

Albums
The Kinks (Released in the US as You Really Got Me), 2 October 1964
Kinda Kinks - 5 March 1965
The Kinks Kontroversy - 26 November 1965
Face to Face - 28 October 1966
Something Else By The Kinks - 15 September 1967
Live at Kelvin Hall, 12 Jan 1968
The Kinks Are the Village Green Preservation Society - 22 November 1968
Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire) - 10 October 1969
Lola versus Powerman and the Moneygoround, Part One - 27 November 1970
The Kink Kronikles 1971
Muswell Hillbillies - 24 November 1971
Everybody¿s in Show-Biz, 1972
Preservation Act 1, 1973
Preservation Act 2, 1974
Soap Opera, 1975
Schoolboys in Disgrace, 1975
Sleepwalker - February 1977
Misfits - May 1978
Low Budget - July 1979
One for the Road, 1980
Give the People What They Want - August 1981
State of Confusion - May 1983
Word of Mouth - November 1984
Think Visual - 1986
UK Jive, 1989
Live: The Road, 1987
Lost & Found (1986-1989) (1991)
Phobia - 18 March 1993
To the Bone, 1994 (UK), 1996 (US)

sandrogarcia
5/4/2005 01:44:13 AM

Sexta-feira, Abril 29, 2005
Raridades do Violeta de Outono na madrugada.


Nestes dias (falando daquele assunto de ouvir música de madrugada, antes de dormir) estou curtindo umas raridades do Violeta de Outono, a história é a seguinte, quando o Fábio Golfetti (guitarra e vocal da banda) resolveu transformar varios materias do grupo em cds (shows, ensaios, entrevistas e etc) a maioria destes títulos estavam em K7, acabei fazendo no "Quadrophenia" algumas transcrições de fita para digital (em CD), com isso o Fábio acabou me passando, como retribuição, todos os títulos que lançou pela "Invisível", até comentei desses lançamentos em uma entrevista que fiz com ele, deve estar entre os primeiros posts do blog.

O registro é simples em ambos os títulos, mas é impressionante como mostram claramente o formato que a banda desenvolveu desde os seus primeiros encontros musicais, aqui também se percebe uma relação maior do Violeta com o som "dark" predominante na época, mas a banda soube trabalhar esta sonoridade, mesclando com fortes referências da psicodelia dos anos 60. Quando ouço estes discos fico pensando no incio da banda e quanto eles se desenvolveram tecnicamente, é legal poder acompanhar este primeiros passos, isto graças ao empenho do Fábio em colocar este material acessível
O catálogo da "Invisível" já têm 17 discos, entre títulos do Violeta de Outono, Lux, AMT-1 (ex-bandas de integrantes do Violeta), Fábio Golfetti (solo), Invisible Opera of Tibet, Zero e outros. Vale apena entrar no site do Violeta e adquirir alguns disquinhos.

Desta "coleção" estou ouvindo direto dois títulos bem curiosos, um deles é o primeiro show da banda no "Teatro Lira Paulistana" em dezembro de 85 (que incluiu como bônus, uma entrevista para o programa "Rock Expresso" na Cultura AM, apresentado pelo Thomas Pappon), o outro chama-se "Memories" demos que a banda gravou entre março e dezembro de 85, foi com estas gravações que o Violeta pode ser ouvido pela primeira vez nas rádios paulistanas. Nestes discos há varias músicas com versões diferentes e também com outro nome, é o caso da faixas "Noturno" e "Violeta'67" que respectivamente se transformarão em "Noturno Deserto" e "Reflexos da Noite".

Violeta de Outono - Lira Paulistana 1985
músicas:1. Outono 2. Transe 3. Dia Eterno 4. Declínio de Maio 5. Noturno 6. Luz 7. Violeta ¿67 8. Tomorrow Never Knows (Lennon & McCartney)

Violeta de Outono - Memories/demos 1985
músicas: 1.Outono* 2.Transe 3.Dia Eterno 4.Fim Do Começo (Declinio de Maio) 5.Luz 6.Tomorrow Never Knows 7.Violeta ¿67 (Reflexos da Noite) 8.Noturno 9.Autumn (instrumental) 10.Heavy Man 11.Floating World 12. The Visitor 13.People 14.Time 15.Material 16.Transformation 17.Sundays

6 músicas prediletas do Violeta:
Outono - EP/86 da Wop Bop
Dia Eterno - Violeta de Outono/87
Faces - Violeta de Outono/87
Em Toda Parte - Em Toda Parte/89
Outro Lado - Mulher na Montanha/99
Total Silêncio - Mulher na Montanha99

valeu! abração!!!!!

sandrogarcia
4/29/2005 01:38:25 PM

Quinta-feira, Abril 28, 2005
Rock, Cinema, Blog e Revistas.


Ameacei varias vezes postar algo depois do show do Continental que aconteceu no Milo na sexta dia 22.04, junto com o excelente Cherry Bomb, alías a casa estava bem cheia, o Rodrigo (baixista e vocalista da banda) até me convidou para uma canja, eles mandaram um cover do "Shadows of Knight" e acabei tocando contra baixo, os rapazes tocam rapidinho, o repertório é de tirar o fôlego de qualquer um.

O Akamine rápido no gatilho, como sempre, até postou (no Trincheira) uma nota sobre o fim de semana, falando do show e também da sessão de cinema que a ele, eu e a Consuelo acabamos enfrentando no sábado, assistimos o documentario "The Corporation", foram quase duas horas e meia de explanação sobre os maquiavélicos métodos de trabalho das grandes corporações mundiais, confesso que foi cansativo, pelo tempo do filme e também porque havia esquecido meus óculos em casa e não enchergava muito bem as legendas, isso aconteceu também quando fui assistir Fahrenheit, 11 de setembro do Michael Moore, foi dificil ler aquele monte de informação.

Ainda falando em show, apesar de já ter enviado o e-mail, vale reforçar que o Continental Combo toca agora sexta dia 29.04 na festa "Revolution" na Fun House, pessoal! vê se vocês pintam por lá.

Outro toque, é que andei dando uma olhada no "The Who by Blogger" um super blog sobre as atividades do The Who, feito por uma moçada bacana e super fã da banda, o Akamine esta lá dando uma força e provando sua idolatria pelos ingleses.

O Vinicius, (outro fã da banda) esta colocando no blog umas matérias divididas em partes, são textos encontrados na edição especial da revista Mojo, "40 anos do The Who' (revista que não pensei duas vezes em adquirir) ele traduziu as matérias "os 10 melhores e os 10 piores shows do Who", "o famoso encontro entre Paul Weller e Pete Townshend, mediado pelo jornalista Paolo Hewitt e também uma recente entrevista com Roger Daltrey, não perca tempo vá até o blog leia e depois imprima estes artigos.

valeu gente, abraços a todos!!!!

sandrogarcia
4/28/2005 12:27:53 PM

Domingo, Abril 17, 2005
Novas, Shows e Monstro Discos.


Apesar de achar a data meio longe, resolvi assim mesmo postar o "flyer" do show do Cherry Bomb no Milo Garage, que acontecerá no dia 22.04, nesta sexta-feira próxima, depois do feriado. Ah! a arte do flyer foi feita novamente pelo Badari e a Consuelo deu aquela diagramada final!

O Continental Combo vai fazer o show de abertura, que vai contar com uma pequena participação da Consuelo nos teclados. Estamos preparando para este show um "set list" com algumas musicas que não tocamos com muita frequência nos shows, além de faixas novas como a instrumental "Caravan" , Revolução em "G" menor e "Na estrada cinza".

Estas músicas fazem parte do repertório do primeiro album da banda, que vai ser lançado pela gravadora de Goiânia, Monstro Discos. O Léo Bigode (da Monstro Discos) têm planos que a gravadora já esteja vendendo o album no festival "Bananada" que vai acontecer em Goiânia por volta do dia 20 de maio.

Mudando um pouco de assunto aquele meu disquinho "solo" o Demos vol.1, vai ser lançado também em maio pela Open Field/Peligro Discos conforme me avisou o "Gui", estou torcendo para que tudo role legal!!. já têm inclusive uma data de lançamento no Milo, nas festas da Peligro que acontecem toda quinta-feira. Estou ensaiando algumas músicas para este show que vai contar com a força dos amigos, Oswaldo Akamine na guitarra e/ou violão e o Badari na bateria.

Vou listar aqui as datas dos shows, assim fica mais fácil para visualizar.
22.04 no Milo Garage - Cherry Bomb e Continental Combo
29.04 na Fun House - Continental Combo
16.06 no Milo Garage - Sandro Garcia (+ Oswaldo Akamine e Marcelo Badari)

até a próxima, valeu gente!!!!

sandrogarcia
4/17/2005 03:13:10 PM

Quinta-feira, Abril 07, 2005
The Jam na madrugada.


Mesmo em contato com música durante quase o dia inteiro no estúdio Quadrophenia, seja masterizando, gravando ou ligando os equipamentos para as bandas ensaiarem, acabo sempre antes de dormir (com aquele silêncio da madrugada) escolhendo um cd para ouvir, fico atento aos timbres e arranjos da gravação quase que como uma pesquisa sonora.
Ontem peguei o cd "Extras" do The Jam, este disco traz outtakes e versões alternativas de faixas encontradas nos trabalhos oficiais da banda.
Não tem jeito sou um fã assumido deste trio inglês, e acredito que alguns discos do "Jam" estão entre os que mais ouvi na minha vida, outros que facilmente incluiria nesta lista são os discos de demos e takes alternativos do Pete Townshend chamados "Scoop"/83, "Another Scoop"/87 e "Scoop 3"/2003. (este último, é uma cópia que o Oswaldo me deu de presente)

Do "The Jam" adoro principalmente o "All Mod Cons"/78 e o "Sound Affects"/80, fiz um texto sobre a banda que saiu no zine da loja Velvet (em novembro de 98), na epóca havia acabado de ganhar de presente de aniversario o box "Direction, Reaction, Creation", já não estava ouvindo o trio com tanta frequência, mas o presente me fez voltar a ouvi-los incansavelmente.
No box existe um quinto cd que é bem semelhante a idéia do "Extras" trazendo também só faixas raras, demos e covers como: "Rain"(Beatles) e "Dead End Street"(Kinks).

O "Jam" foi a banda que soube como nunca explorar os limites sonoros de um trio, a guitarra e a voz potente do Paul Weller foi sempre complementada pelas precisas e criativas linhas de baixo do fenomenal Bruce Foxton, além de fazer também os back-vocals (para mim um dos melhores back -vocals do rock) também fica dificil não comentar que durante o período em que toquei baixo no Faces e Fases(mid 80's) e no Charts (90's), Bruce foi uma da minhas maiores influências, tudo que eu fazia no baixo era uma tentativa de chegar perto deste gênio. (bom, hoje sei pelo menos que um contra-baixo tem geralmente 4 cordas e uma guitarra tem 6, é brincadeira!!!!!) O "Jam" ainda possuia a máquina de ritmo chamada Rick Buckler, Rick tocava "caixa" com uma precisão fantástica, ouça "All Around the World" ou "Funeral Pyre".

O amigo Oswaldo (Trincheira), outro fã do trio, me comentou que esta com um cdzinho com umas faixas raras da banda, estou para pegar uma cópia com ele e assim vamos continuar nossa incansavel audição da banda.

Eu e a Consuelo vimos aqui em São Paulo o show do Stiff Little Fingers banda que o baixista Bruce Foxton esta tocando desde que deixou o "Jam" (ficamos babando!!), o Paul Weller tocou no Style Council que lançou o ótimo primeiro disco Café Bleu, nunca acompanhei completamente a trajetória da banda, que acabou em 90, Weller tem hoje uma carreira solo bem estabelecida, ele já lançou por volta de 7 discos.

6 faixas prediletas do The Jam:
1. The Night (single)
2. Mr.Clean (All mod Cons)
3. Fly (All mod Cons)
4. Monday (Sound Affects)
5. Dream Time (Sound Affects)
6. Tales from the Riverbank (single)

abraços a todos.

sandrogarcia
4/7/2005 01:35:00 PM

Sábado, Abril 02, 2005
Audiopost e o ataque da terrível gripe surpresa.


Caramba!! foi de um dia para outro, simplesmente acordei com uma gripe de derrubar, parecia que tinha uma bigorna em cada bolso da calça, é mole!!

Já um pouco menos pior, resolvi fazer este "Audio Post", a faixa é uma nova versão (mais uma!!!) de Étre Le Jouet, esta música foi gravada pelo Momento 68 em um K7 lançado pela Monstro Discos chamado "Jazzy Man Metrópole", o Continental fez uma regravação em seu primeiro EP, a versão ficou mais rápida e com mais "punch" que a original, existe também uma outra gravação no meu cd Demos vol.1, esta versão é bem mais calma, sem bateria e com um "pianinho" da Consuelo acompanhando toda a música.

Esta nova versão (que escolhemos para tocar nos shows) foi gravada no porta estúdio K7 de 4 canais em um ensaio do Continental no Quadrophenia. Depois, acrescentei o vocal, mas ainda se ouve uma voz "fantasma" da gravação original. Quem sabe fazemos uma gravação oficial desta versão.
Clique no nome da música para ouvir "Étre Le Jouet"

Vou deixar aqui também a letra da música, a foto acima na verdade é um postal com cenas de São Paulo, é uma série comemorativa de 450 anos da cidade, a Consuelo comprou este em uma banca na Av Paulista, achei que o clima noturno da foto (no caso é a Av. Ipiranga) tem a tudo a ver com música.

Étre le Jouet
Hoje eu te encontrei
Em luzes de neon, em salas de cinema
Em filmes giratórios, pra me confundir

Na vitrine o reflexo da noite
E eu vejo os estranguladores
Que olham para mim
E olham pra você, assim

O seu sorriso longe deste céu
E dentro da cidade
Ouço falsas novidades, sem igual

.

sandrogarcia
4/2/2005 01:03:16 AM

Quarta-feira, Março 23, 2005
O Pássaro que Comeu o Sol.


Mesmo com alguns livros para ler (inclusive acabei de comprar o segundo livro do Cadão Volpato chamado "Dezembro de um Verão Maravilhoso", ele já lançou três) o Carlos me emprestou um chamado "O Pássaro que Comeu o Sol", trata-se de uma coletânea de poetas coreanos, confesso que lí os textos e fiquei de queixo-caído com a beleza que as poesias conseguem transmitir.

A estudiosa e tradutora do livro "Yun Jung Im", conseguiu trazer para o nosso universo (em língua portuguesa) todo o clima das poesias feitas nos ideogramas coreanos originais, uma tarefa que transformou o livro em uma obra de arte, já que a escrita oriental proporciona uma intepretação bem livre.

A maioria dos poetas são da primeira metade do século passado, e produziram seus textos sob o que foi chamado na coréia de "era colonial" período de 1910, quando a coréia foi anexada ao Japão, e foi até 1945, quando o Japão foi derrotado na segunda guerra e se retirou do território coreano.

As influências ocidentais de autores como Péret, Breton e William Blake e Whitman, estão espalhadas por todos os textos. Os pseudônimos dos poetas também me chamaram bastante a atenção, exemplos não faltam como: Sang-sun (com o pseudônimo de Gong-tcho ou Toco de Cigarro, pois era um inveterado fumante), Namgung Byók ou Tcho-mong (Sonho Silvestre), Kim Sang-yong ou Wór-pa (Colina Lunar) e por aí vai.

O livro foi editado pela Arte Pau-Brasil, esta edição do Carlos é de 93, mas ele ainda continua em catálogo.

Vou deixar aqui uma poesia entre as varias que lí e curtí muito.

O florescer
Floresce, pétala a pétala
um céu que se abre

Finalmente a última pétala
estremece - a derradeira

Até o vento, até o sol baixam a respiração
Eu também fecho os olhos lentamente

Yi-Ho-u (1912-1970)

sandrogarcia
3/23/2005 01:04:31 AM

Sexta-feira, Março 18, 2005
Uma letra com aquele clima de madrugada vazia

"Meridiano Setentrional"

Olhou o relógio antes de dormir
Conferiu se tudo estava em seu lugar
Em descompasso sobre a lua se perdeu

Apostando firme sem acreditar
Pensando alto mas ninguém ouviu
Com a verdade, um espião veio do frio

A manhã iluminou você
O sol brilhou e iluminou você

Meridiano setentrional
Na aurora a luz que você procurou
Em alto exílio vai correndo sob o frio

The sun is shining, the silver sun is shining

Meridiano setentrional
Na aurora a luz que você procurou
Em alto exílio vai correndo sob o frio

sandrogarcia
3/18/2005 01:43:34 AM

Quinta-feira, Março 10, 2005
Audio Post no Trincheira e "aqui" também


No show do Continental Combo que rolou no Milo Garage o amigo Oswaldo Akamine participou com sua Gibson SG tocando algumas faixas com a gente(a foto aí em cima foi a Juliana que bateu), fizemos alguns ensaios no Quadrophenia para dar uma passada nas músicas, acabei gravando em porta-estúdio K7 um destes ensaios, gerei os MP3's e enviei para o Oswaldo que transformou as faixas "Audio Post" no seu blog o "Trincheira" (veja o link na coluna a esquerda) o "Audio Post" é uma espécie de post com som ou até vídeo.
Ele me passou os links das músicas e fiz um teste colocando aqui no blog também, é só clicar no nome das músicas para ouvir (ou se quiser visite o Trincheira)
"Respect"
"Nova Manhã"
"Abre, Sou Eu"
valeu!!! Oswaldo.

O Akamine tem colocado varios Mp3 destes no "Trincheira", as vezes pinta um gravação espontânea e ele então disponibilizada no blog. Lá você pode encontrar regravações como "Good Only Knows" (Beach Boys - Pet Sounds), The Who (Faith in Something Bigger), suas composições próprias ou ainda antigas gravações da sua extinta banda Motax.

um grande abraço

sandrogarcia
3/10/2005 02:06:38 AM

Terça-feira, Março 08, 2005
Foi bom enquanto durou!

Os shows das bandas no projeto "15 minutos" na Galeria Olido foram muito legais, apesar do tempo realmente ser contado no relógio (as apresentações duraram no máximo 20 minutos) o espaço oferece uma infra-estrura muito bacana e profissional.
Antes dos shows rolou um pequeno debate/bate-papo com integrantes das bandas,
eu e o Carlos (que falou em nome da sua loja a Sensorial Discos) comentamos um pouco dos espaços, das dificuldades e caminhos que as bandas encontram hoje para divulgar seus trabalhos, Paulo do "Betty 57" também deu sua opinião e a conversa foi mediada pelo Ilson guitarrista e vocalista do "Zeferina Bomba".
Seria ótimo se pintasse mais espaços como este pela cidade, no debate, quando se tocou no assunto dos festivais de música pelo Brasil, surgiu até a idéia de fazer um evento maior na própria Galeria Olido, é torcer para que a coisa role.



A Consuelo até tentou tirar algumas fotos, mas como não podia usar o "flash" da máquina no teatro???? não saiu nada que preste,
estas aí em cima foram tiradas pelo amigo Claudionor. valeu !!!

set list do show:
1. Turn on
2. O Homem Retalho
3. Paisagem Pintada com Chá
4. Nova Manhã
5. Revolução em "G" menor
6. Meridiano Setentrional

sandrogarcia
3/8/2005 04:29:40 PM

Sábado, Março 05, 2005
Betty 57, Zeferina Bomba e Continental Combo na Galeria Olido.


Pessoal, só pra lembrar mais uma vez!! coloquei aqui o "flyer" do "Projeto 15 Minutos" que vai contar com as apresentações das bandas Betty 57, Zeferina Bomba e Continental Combo.
Os shows (com entrada gratuita) vão rolar amanhã dia 06.03 a partir da 16:00 hs lá na Galeria Olido.

Avenida São João, 473 - Centro (próx. Metrô República)
Informações para o público: 3334-0001 - r. 1951 (não possui estacionamento)

Como já comentei é um teatro bacana, que dá a chance do público assistir os shows em lugar
confortável e sem gastar com entrada.

até lá e um grande abraço a todos
sandro

sandrogarcia
3/5/2005 09:49:12 PM

Sexta-feira, Março 04, 2005
A Cena Musical em Canterbury


Publiquei este artigo em um fanzine que foi encartado com o Ep "Vitímas da Op Art"do Momento 68, distribuido pouco antes da saida do disco "Tecnologia". (veja mais informações sobre ele no catálogo que esta no site do Continental Combo em "material" )
Este é mais um daqueles textos que tomam um espaço enorme no blog, mas enfim, uma boa leitura pra todos!!!!

No início dos anos 60 a Inglaterra viu em Liverpool o nascimento dos Beatles. Em outras cidades da grande ilha também se constatou o surgimento de outros grupos. Small faces, Kinks, Who, Stones, Yardbirds e muitos outros vieram deste grande pólo cultural que foi a capital londrina. Um pouco mais ao sul da Grã Bretanha, mais precisamente na cidade de Canterbury, uma cena também se desenvolveu. Não em torno de muitas bandas, como em Londres, mas em volta de um grupo de amigos que compartilhavam os mesmos gostos musicais. A chegada a Europa do intinerante músico australiano Daevid Allen foi determinante nas revoluções culturais ocorridas no jovem grupo de músicos de Canterbury. Allen, fissurado em literatura Beat, percorreu a Inglaterra, França e Majorca (Espanha). Sempre envolvido com música e eventos políticos, chegou a conhecer em Londres o poeta William Burroughs que o convidou a participar de um show chamado Poets Machine, uma combinação de leitura de poemas, projeções e música.

Logo em seguida em Majorca um encontro entre Allen e um ex-estudante de Canterbury chamado Robert Wyatt serviria de impulso para um futuro envolvimento musical. Aqui vale a pena abrir um parênteses deixando claro que a corrente musical de Canterbury teve como precurssores os grupos Daevid Allen Trio e o Wilde Flowers que serviram de base para o surgimento de bandas como Soft Machine, Caravan, Matching Mole, Gong, Kevin Ayres and Whole World. A partir de 1963, tanto no Daevid Allen Trio quanto no Wilde Flowers, muitos músicos da cena Canterburiana se revezaram. Entre eles: Kevin Ayers, Hugh Hopper, Brian Hopper, Robert Wyatt, Mike Retledge, Richard Coughlan, Richard Sinclair, Pye Hastings entre outros.

A admiração de Daevid Allen pela poesia Beat, tinha sua tradução musical complementada por este grupo de músicos que se diferenciaram de muitas bandas britânicas, pois ao invés de ter somente no Rock'n' Roll, R&B e Soul suas referências musicais adoravam também o Jazz Avant-Garde (Coltrane, Charles Mingus, Thelonius Monk) e o psicodelismo em sua forma mais ousada. O resultado: um pop experimental e sofisticado para a época, absolutamente original, uma marca do Canterbury Sound. Por volta de 1966 com o nome inspirado em um romance de William Burroughs, Deavid Allen, Robert Wyatt, Kevin Ayres, Mike Retlege formam o Soft Machine. Com esta formação gravam um compacto com Love Makes Sweet Music e Feelin' Reelin' Squealin'. Neste período o Soft Machine dividiu apresentações com o Pink Floyd na famosa casa underground UFO e também na Roundhouse.

Por volta de 67, após alguns shows na França, o grupo retornava para Inglaterra quando Daevid Allen é barrado em Dover sob a alegação de mudanças nas leis do serviço de imigração. Valdir Montari em seu livro Rock Progressivo, levanta a opinião de que esta manobra não passaria de um ato burocrático para evitar que uma pessoa com idéias transgressoras e indesejáveis como Allen retorna-se a Inglaterra. Daevid Allen fica então na França e lá participa dos acontecimentos revolucionários de maio de 68 que o leva ao encontro de sérios problemas com a polícia francesa, vai então para Majorca com sua esposa Gilli Smith e por volta de 69 com a situação mais calma, retornam a Paris, onde formam o grupo Gong, ainda em atividade.

O Soft Machine por sua vez grava seu primeiro disco em trio. É deste album músicas como: "Hope for Happiness" e "Why are We Sleeping?" Após uma turnê com Jimi Hendrix pela América do Norte, é a vez de Kevin Ayers abandonar a banda. Algum tempo depois ele iniciaria sua carreira solo lançando o sensacional "Joy of Toy" em 69. O segundo disco do Soft Machine (Volume Two) têm Hugh Hooper no baixo e o álbum "Third" traz uma banda com oito músicos, que percorrem os caminhos do experimentalismo com altas doses de Jazz rock. Na época foi lançado em vinil duplo, com uma música de cada lado do disco. É neste álbum que se encontra "Moon in June" uma bela canção jazzística interpretada por Robert Wyatt. O próximo disco "Fourth" nota-se o silêncio vocal de Robert Wyatt e a eviddência de que algo aconteceria.
Logo em seguida se dá sua saída da banda. Wyatt forma então o Matching Mole que conta com David Sinclair (dos tempos do Wilde Flowers e ex-Caravan), gravam dois discos entre 72 e 73, quando uma queda do quarto andar de um prédio deixa Robert Wyatt paralisado da cintura para baixo. Mesmo assim, até hoje, ele se mantém como um ativo compositor, gravando discos esporadicamente. Paralelamente aos trabalhos do Soft Machine e os apuros de Daevid Allen na França, o Wilde Flowers, continuou mantendo suas atividades. Sua última formação contava com Richard Coughlan, Pye Hastings, Brian Hooper, David Sinclair e Dave Lawrence. Com excessão de Hooper e Lawrence todos os outros integrantes, juntamente com Richard Sinclair formaram o Caravan que lançou seu primeiro disco em 68 (uma obra-prima na minha visão particular). A banda gravou vários discos durante toda a década de 70 e vem se apresentando até hoje.

Uma imensa árvore musical com origem direta ou indireta na cena de Canterbury mostra que suas atividades continuam, procurando sempre uma forma radical de fazer música. Sem me ater a detalhes, listo aleatoriamente alguns nomes: Daevid Allen, Kevin Ayers, Banana Moon, Caravan, Centipede, Chris Cutler, Egg, Fred Frith Gilgamesh, The Magick Brothers, Pierre Moerlen's Gong, Mother Gong National Heath, New York Gong, Planet Gong, Gilli Smyth, Soft Heap, Soft Head, Soft Machine, WIilde Flowers, Robert Wyatt, Hugh Hooper, Khan, Elton Dean, Steve Hillage, Tim Blacke & Cristal Machine, Gong, Hatfield and The North, Henry Cow, Here and Now, Matching Mole, Didier Malherbe, (e também os músicos brasileiros) Angelo Pastorello, Fábio Golfetti, Fernando Alge, Renato Mello, Arthur Greig, Claudio Souza,(da Invisible Opera Company of Tibet - South America), entre muitos outros

mais informações nos endereços:
www.voiceprint.com.br

sandrogarcia
3/4/2005 04:05:29 PM

Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005
Os 50 melhores albuns nacionais segundo a revista virtual "Bacana"


A revista eletrônica "Bacana" editada pelo jornalista Abonico Smith (a edição atual esta no nº 38) colocou no ar um artigo que lista os 50 melhores albuns nacionais lançados no ano de 2004.
Mesmo não sendo um album (pois a lista foi composta quase que totalmente de discos oficiais)
o Ep "O Homem Retalho" do Continental Combo acabou entrando na lista sob elogios do pessoal da revista.

A matéria como o próprio Abonico comenta, procurou mostrar a grande e rica produção independente feita atualmente no país.

Achei muito legal a revista ter dedicado sua atenção ao Ep do Continental.
Vou deixar o link da revista caso alguém queira conferir a matéria .

um grande abraço.

sandrogarcia
2/28/2005 12:23:56 AM

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